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29/06/2007
Loucura pouca é bobagem - Parte 2
Então, naquela mesma viagem a Israel, naquele mesmo mercado de Jaffa, para a mesma casinha da praia, eu me encantei por uma luminária. Acho que já estava muito confiante no meu poder de persuasão e, enquanto o dono da loja embalava cuidadosamente os azulejos (sim, estavam na mesma loja), avistei uma luminária marroquina incrível! Olhei para o meu marido e falei: "Sabe na varanda, onde só tem uma lâmpada pendurada porque aquela luminária horrível quebrou?" (Uma dose de drama ajuda). "Essa luminária não ficaria linda?" Ele nem respondeu. E quando foi pagar pelos azulejos, já emendei: "Mas eu ainda não terminei a compra..." E, contando com a ajuda do vendedor, mais uma vez dei um nó no marido. O resultado? É só ver na foto. A lâmpada amarela, para dar um clima mais gostoso, foi idéia do marido. Moral da história, parte 2: ainda bem que foi no final da viagem. Do jeito que eu estava desenfreada, ia precisar de um contêiner. Miriam Zlochevsky é diagramadora da Casa e Jardim |
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28/06/2007
Não tenha medo das suas loucuras! (Parte 1)
Sempre ouvi histórias de pessoas que, em viagens, enchem-se de compras. Eu achava que nunca seria "vítima desse mal". Mas em maio, numa viagem a Israel, sucumbi a ele. Passeando pelo mercado árabe de Jerusalém, fiquei maluca por uns espelhos feitos com azulejos orientais. Falei para o meu marido que ficaria maravilhoso no banheiro da nossa casinha da praia. Ele já me olhou com aquela cara de "o quê?", "tá louca?", "vai carregar um espelho daqui?". Pensei num plano B: e se a gente levasse só a moldura, sem o espelho? Pela foto, dá pra ver que eu não desejava um espelho pequeno... Consegui convencê-lo a pelo menos entrar na loja. E não é que, ao entrar no estabelecimento, vimos que os azulejos eram vendidos avulsos! Eis a solução. Só que, naquele momento, não poderíamos carregar nada e ele me convenceu de que na semana seguinte voltaríamos para buscar. Mas não retornamos a Jerusalém. Já estava até conformada. Mas quando fizemos um passeio pela cidade de Jaffa, em Tel Aviv, num mercado local, o que foi que eu achei? Os azulejos! Dessa vez não vacilei. Calculamos a metragem e mandamos embalar. Aqui no Brasil, foi só mandar para uma loja que faz espelhos e eles montaram para nós. Moral da história: a minha teimosia foi o deleite da família. Ficou tão lindo que acharam um desperdício pendurar a peça no banheiro. Miriam Zlochevsky é diagramadora da Casa e Jardim |
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27/06/2007
O "meu" banho relaxante
A-DO-RO banho de banheira, mas dispenso a hidromassagem. Aqueles jatos fortes de água me dão coceira, incomodam. Afe! Relaxo mais com uma água bem quentinha e parada, ouvindo o rumor que o meu corpo provoca nela, quando se movimenta, ou o de um CD bem bacana, que levo para tocar num aparelho de som portátil. Só saio de um banho desses quando a água esfria. Meu sonho de banheira é uma em estilo vitoriano, num espaço amplo e claro, igual aos que vejo nas revistas francesas de decoração. Um luxo! Sei de duas empresas que fornecem esse tipo de banheira: a IDT e a Doka. Para quem gosta, elas oferecem a opção com hidromassagem. Na Doka, você ainda pode fazer a encomenda na cor que quiser. O problema é o preço, um pouco salgado. É preciso desembolsar pelo menos uns R$ 5 mil. Aperta daqui, aperta de lá, um dia o sonho vira realidade. Se não virar, o consolo é que vou acabar enjoando da idéia. Só não posso desejar outra banheira ainda mais cara. Aí, segura... |
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26/06/2007
As sacolas plásticas já eram
Um “hello” bem grande para quem ainda não se tocou da urgência de evitar o uso de saquinhos plásticos - aqueles do supermercado, farmácia, padaria... São um veneno para o planeta. Para se ter uma idéia, a estimativa é de que sejam consumidos de 500 bilhões a 1 trilhão deles por ano no mundo. Em países da Europa é preciso pagar para usá-los em supermercados. No blog O Futuro do Presente eu li que há estabelecimentos nos Estados Unidos, que colocam lixeiras nas portas para os clientes deixarem - após o uso, claro - os saquinhos que levaram para casa. Aos que ainda não se convenceram pela questão ecológica, abandone o saquinho plástico porque é mais cool, chique e civilizado sair com uma sacolona para carregar as comprinhas. A Doris, proprietária da loja Coisas da Doris, contou-me que comprou uma roupa de presente para o namorado e pediu para que não fosse embalada. Estendeu a compra em cima da cama e o surpreendeu com o presente quando ele entrou no quarto. Aliás, na loja dela eu vi essas bolsas francesas incríveis, uma cobiça, que custam R$ 110. Mas valem até as de feira. Ela também me indicou o site www.reusablebags.com. Lá, tem todas as informações sobre os danos dos malditos sacos plásticos e ainda exibe um contador de quantos estão sendo usados a cada segundo. Assustador. A partir de agora, espero ver muita gente dando pinta de bolsão por aí!
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25/06/2007
Receber com flores
Neste final de semana, o Istvan, o Filipe e eu fomos para Sousas, interior de São Paulo, na casa de um casal amigo. Ela, mega-hospitaleira, arrumou um quarto impecável para nós. Berço e banheirinha para o bebê, edredon de pluma de ganso, revistas de arquitetura e decoração no criado-mudo... Mas o melhor mesmo foram as rosas. Ela as cultiva no jardim para depois colhê-las e decorar a casa. Fez um arranjo para a gente numa garrafa simples, colocado no móvel perto da janela. Junto, deixou copos e uma garrafa com água fresca para tomarmos. Aproveitou uma garrafa de licor e ficou incrível. Demonstrou cuidado e prazer em nos ter por lá. Simplesmente arrasou no quesito simplicidade com poesia. Obrigada Cátia! O legal de receber alguém é lhe preparar mimos. Quando alguém vai em casa, também arrumo tudo com flores, borrifo um aroma gostoso -- a loja de roupas Osklen tem um home spray delicioso -- ou queimo um incenso, coloco uma música boa, acendo velas. Sempre tem alguém que presta atenção nestes detalhes que preparo. Mesmo que seja eu, já diria Erasmo Carlos. |
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23/06/2007
Casa de família – os primeiros sintomas
Depois que O Filipe nasceu, pintou uma vontade de dar à minha casa um clima família. Sei lá, deixei de cobiçar coisas moderninhas para desejar outras que remetam a um ambiente familiar. Foi aí que resolvi investir em plantas, tipo samambaia, avenca, uma coisa bem mãe. A escolhida foi a árvore da felicidade. Diz a crença popular que trazem sorte a quem as possui, mas só se a pessoa ganhar. Contrariei as regras e comprei a minha no Ceasa. Gastei R$ 50 numa com cerca de 1,50 m de altura. Mais vaso, terra, argila expandida, carregador... Saldo total: R$ 100. Comentei na redação sobre a lenda em torno da planta. A diretora da revista, Renata Rangel, perguntou o que acontecia caso ela morresse. “Traz má sorte?” Putz, não havia pensado nisso. Na ocasião, suas folhas estavam caindo por conta da adaptação ao novo meio. Fiquei mal, achei que iria secar e ainda deixaria um climão ruim na casa. A fase passou e ela está bem agora. Mas a dúvida persiste: qual a maldição para quem deixa uma árvore da felicidade morrer? Mesmo tendo se recuperado, garanto a minha alegria e a dela com regas, boa ventilação, carinho nas folhas e até bate-papos. Vai saber...
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22/06/2007
Foto em porta-bordado
 Há pouco tempo, li numa edição – acho que foi a de março – da revista Marie Claire Idées, uma matéria sobre o trabalho da artista francesa Valentine Fournier. Ela usa fotos antigas de pessoas, todas recortadas, e mistura com bordados. Cola o rosto e borda o corpo, coisas desse tipo. É muito criativo. “Inspirada” pelo o que vi, acionei minha mãe, Yara, e pedi para bordar (não tenho a menor vocação para trabalhos manuais) o meu nome, o do meu marido (Istvan) e o do meu filho (Filipe) e os anos de nossos nascimentos com o ponto haste, que fica com cara de mal feito, uma letra de garrancho mesmo. Escolhi uma foto do Filipe e procurei imagens de quando eu e o Istvan éramos crianças. Só isso já foi hilário – descobri uma foto minha fantasiada de árvore, vai vendo o show de horror. Recortei todas, levei para a Dulce, da molduraria Sol Quadrado (tel. 11 3083-3110), e pedi para que montasse caixas com nossas fotografias. Deu uma sensação 3D porque elas estão coladas na base da moldura e não no tecido. Fica a dica para quem quiser reproduzir em casa. Espero que a Valentine não se importe... Pardon, chérie!
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Simone Quintas
está mais caseira do que nunca. Há 11 anos em Casa e Jardim, a editora pesquisa o setor, acompanha as novidades, sabe de tudo em decoração. Tem um olhar arrojado e bem-humorado. Mas está curtindo mesmo é sua casa, que, ela acha, nunca ficará pronta - "se ficar, é porque já está na hora de eu me mudar".
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