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13/07/2007
CDs bem organizados
Embora seja sagitariana, quando o assunto é minha coleção de CDs viro uma virginiana das mais perfeccionistas. Tenho muitos discos. A última vez que contei, havia uns 500, organizados de modo que posso encontrar qualquer um deles facilmente. Quando me mudei para o apartamento que estou hoje, não tinha um lugar para guardá-los. Odeio dar um jeitinho, porque o provisório sempre vira definitivo. Preferi que ficassem mal guardados, o que me incomodou muito até que eu tomasse uma decisão. Queria uma estante legal, em que ficassem dispostos em gavetas. Como gavetas encarecem muito o projeto, minha irmã, Silvana Quintas (tel 11 3062-9659), que é arquiteta, desenhou o móvel e as substituiu por pranchas, que se abrem totalmente, deslizando por corrediças telescópicas. Esse tipo de corrediça é fundamental para aproveitar até o finalzinho da prancha. Silvana só criou pequenas divisórias entre uma fileira e outra de CDs para não ficarem sambando de um lado para o outro. A execução foi da marcenaria Bracatto (tel. 11 4227-3207). Lá, eles fizeram um trabalho de pós-venda bem bacana. Uma semana depois de instalado o móvel, foram precisos alguns ajustes. Telefonei e eles vieram rapidamente e realizaram o serviço sem cobrar nada por isso. Fica aí mais esta dica.

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12/07/2007
Quem não tem cão...
Há poucos dias, prometi que daria uma dica de cadeiras. E lá vai. Cadeiras não são baratas. Acho-as uma das coisas mais bacanas do mobiliário e sonho com várias, todas lindas e caras. A Mademoiselle, do Philippe Starck, é uma delas. Há uns nove anos dei uma sorte danada e arrematei quatro Dinamarquesas originais, de Arne Jacobsen, por uma pechincha na feirinha da Benedito Calixto, em São Paulo. O caso é que minha mesa de jantar tem seis lugares. Como sempre gosto das peças impagáveis, pelo menos para mim, radicalizei de vez. Numa das laterais da mesa coloquei um banco rústico, da Depósito Santa Fé, misturado com as Dinamarquesas. Faz um contraste legal com a mesa branca e de desenho reto. Para dar uma cor e quebrar a sisudez da madeira, fiz duas almofadas sob medida, tipo um futon, com tecido bordado da Cinerama. Com tudo, gastei uns R$ 300, dinheiro que pagaria, no máximo, uma cadeira. No banco acomodo até três pessoas com conforto para jantar ou jogar Banco Imobiliário, tomando licor Amaretto Disarono. Programinha bom de inverno!
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11/07/2007
Altar suspenso
Acredito que um altar caseiro deve ser montado com aquilo que nos faz bem. Se fotos, velas, incensos e flores surtem mais efeito em você do que imagens e ícones religiosos, tudo bem. O legal é ter um cantinho onde possamos nos desligar, relaxar, refletir... Eu, por exemplo, não dispenso a imagem de um santo. Gosto de rezar, conversar, reclamar, agradecer ou pedir olhando para ele. Se você é como eu, mas não tem espaço em casa para montar seu altar particular, uma dica que saiu direto da casa da mamãe, mais uma vez. Ela apoiou as imagens do Sagrado Coração de Maria, do Sagrado Coração de Jesus e do Menino Jesus de Praga em peanhas presas à parede, num canto do quarto. Ficou bonito e dispensou o uso de uma mesinha, que, aliás, nem caberia por lá. Ah! No alto fica a pomba que representa o Espírito Santo, entalhada em madeira pela Oficina de Agosto. Sobre as peanhas, são comuns de se ver em lojas de antiguidades, mas as boas e velhas feirinhas do tipo mercado de pulgas sempre têm boas ofertas.
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10/07/2007
Manada da sorte
Passei o feriadão de 9 de julho em Santos, SP, na casa da minha mãe, e confesso que só agora reparei numa coleção de pequenos elefantes que ela está fazendo. Ela posicionou a manada de bibelôs num banquinho e deixou num lugar de destaque na sala. Todos devidamente de costas para a porta de entrada. Afinal, reza a lenda que assim trazem sorte e prosperidade. Ninguém quer correr o risco de passar por uma onda de azar ou ficar sem grana, né? Achei minha mãe criativa pela escolha do tema da coleção e espontânea por exibir os elefantinhos sobre um banquinho disposto na estante. E você, onde deixa sua coleção? Não tem nada a ver fazer uma e deixá-la escondidinha, guardada no armário. São essas coisas que diferenciam sua casa da minha, da casa da vizinha, da amiga... Sofá, mesa, cadeira e TV todo mundo tem. Mas aquela sua coleção... Bote a cabeça para funcionar, imagine um jeito bacana de mostrar o que juntou, conte para nós aqui no blog e ajude a inspirar outras pessoas.
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07/07/2007
Programa família - mas nem tanto
Confesso que, com alguns anos de atraso, fui com meu marido e meu filho conhecer a Galeria Choque Cultural, inaugurada em 2004. Numa casa de climão underground são expostos obras da galera do grafite, tatoo e design gráfico. Os trabalhos são bem marcantes e com preços acessíveis, mas o que mais gostei foram os pôsteres assinados e numerados. Estes, sim, com valores bem tentadores, tanto que não resisti e levei um do artista Speto por R$ 60. Enquadrei e pendurei no quarto do bebê e já penso em passar por lá e levar outros do gênero. Para quem mora em São Paulo, a galeria fica perto da feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto, que acontece aos sábados. Dois bons passeios para o dia de hoje. |
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Simone Quintas
está mais caseira do que nunca. Há 11 anos em Casa e Jardim, a editora pesquisa o setor, acompanha as novidades, sabe de tudo em decoração. Tem um olhar arrojado e bem-humorado. Mas está curtindo mesmo é sua casa, que, ela acha, nunca ficará pronta - "se ficar, é porque já está na hora de eu me mudar".
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