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10/08/2007
Era uma vez um faqueiro
Quem mora em apartamento pequeno sabe o quanto cada espacinho é precioso. Antes de me casar, morava em um apê de um dormitório e vivia este drama. Pensando bem, ainda vivo. Hoje estou num apartamento maior, porém, as tralhas também aumentaram: carrinhos de bebê, cadeirão, andador, pelúcias... Afe! Bom, voltando aos tempos de mulher solteira em um apartamento pequeno, lembro-me quando comprei um faqueiro. Veio numa dessas caixas de madeira escura, mega envernizada. Feia, muito feia. Não tinha lugar para guardá-la no armário, mas tinha dó de me desfazer dela. Não me lembro se vi numa revista ou se foi um momento criativo mesmo, mas decidi transformar a caixa numa mesinha. Na ocasião, minha mãe (sempre ela!) estava “doando” esta base de madeira em X. Resolvi apoiar a caixa nela e, assim, criar uma mesa lateral. Mandei fazer uma pátina provençal nas duas peças e pronto. Até hoje a uso. Está no banheiro, servindo de apoio para cremes e outras coisinhas mais. Tenho certeza que muita gente tem esta caixa escondida lá no alto do armário. Como diria um amigo: Desce e arrasa!
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09/08/2007
Manias domésticas
Sem entrar no mérito do que é certo ou errado, comer e ver TV ao mesmo tempo é muito gostoso. Aquele ritual de preparar um lanche, levar tudo para o sofá, pegar o controle remoto e colocar no programa favorito é delicioso. Mas acho que fazer este tipo de coisa é legal quando se está sozinho. Quando há marido, amigo ou filhos na parada, prefiro mais me sentar à mesa e bater um bom papo, brincar ou simplesmente rir em grupo. Voltando à comilança no sofá, confesso que sou um pouco (meu marido diria muito) neurótica com limpeza e tenho pavor que qualquer tipo de líquido ou sólido grudento caia nele. Ele até já foi impermeabilizado, mas a repelência já perdeu a eficácia. Na casa do redator-chefe da Casa e Jardim, Artur Andrade, vi esta idéia. Ele aproveitou uma bandeja de madeira e a apoiou no braço do sofá. O danado deu uma sorte porque coube direitinho. E olha que o sofá é de uma loja, Micasa, e a bandeja de outra, Fernando Jaeger. Desse jeito ele consegue apoiar copo, prato, o que for, compensando, inclusive, a falta da mesa lateral. Mais uma vez a dica é vasculhar o armário e procurar por uma bandeja ou qualquer superfície reta que se encaixe no braço do sofá. E ai de quem derrubar alguma coisa nele! E você, é neurótico por casa limpa? Qual sua maior mania de limpeza?
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08/08/2007
Nem as garrafas escapam
 Já que os temas “adesivos” e “reciclagem” estão em alta aqui no blog, pelo menos os posts sobre os assuntos costumam fazer sucesso, resolvi dar uma dica diferente de como unir as duas coisas, tudo ao mesmo tempo agora. Na Coisas da Doris, eles reaproveitaram garrafas e as decoraram com os adesivos vendidos na loja, R$ 10 cada. Achei a idéia bem bacana e acredito que possa ser reproduzida em casa. Coloque umas três garrafas, este é um bom número, enfileiradas numa estante ou disponha, em um móvel, duas atrás e, entre elas, uma mais à frente, por exemplo. Todas devidamente adesivadas, claro. As portas dos armários dos quartos também são lugares legais para se colar adesivos. Imagine-as cheias de borboletinhas, passarinhos, como estes da foto. As meninas vão enlouquecer. Ui, ui! Na Coisas da Doris também tem umas frases prontas para você sair colando por aí. Divirta-se!
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07/08/2007
Vão-se os carros, ficam as rodinhas
 Vejam só essa história. Meu sobrinho Fabrizio, hoje com 12 anos, sempre foi aficionado por carrinhos. Tanto que ele tem um monte deles. Como toda boa criança, quebrou outros vários, mas guardou as rodinhas dos “falecidos”. Um dia, seu pai, o arquiteto Vicente Parmigiani, decidiu juntar todas, selecionar as mais legais e montar quadros com elas. O que antes estava jogado num “cemitério” de peças, hoje ajuda a decorar o quarto do menino. Uma lembrança incrível que ele terá para sempre dos seus carrinhos preferidos, ainda que seja apenas uma pequena parte deles. Um à parte: acho que vou lançar a campanha “Quem guarda tem”. Repararam que vivo sugerindo reutilizações de coisas ou buscas nos armários da família? Hum, vou pensar sobre isso.... Aproveito este post para pedir aos que tiverem perguntas sobre as dicas aqui do blog, que deixem, se possível, o e-mail para que eu responda diretamente. Um abraço a todos!
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06/08/2007
O poderoso armário da mamãe

Antes de me desfazer de algo, sempre penso duas vezes se a peça não teria outra serventia, mesmo que diferente da função original. Às vezes, dá certo. Meu cunhado, o arquiteto Vicente Parmigiani, deu uma dessas, de tirar o chapéu. Explico. Num domingo fui almoçar na casa dele e sentei-me neste banco aí acima. A estampa me era familiar, mas não a reconheci de cara. Tratava-se de um tapete persa muito antigo da minha mãe, que ela não queria mais. Estava guardado, esquecido e abandonado, acumulando pó e ocupando preciosos centímetros em seu apartamento. Rápido e rasteiro, Vicente passou a mão na peça e usou-a para revestir este banco. Achei um belo exercício de criatividade. Armários da mamãe, vovó e titia são verdadeiros tesouros perdidos da decoração. Pode estar lá dentro o toque que faltava na sua casa. Está esperando o quê? Corre para lá, revire tudo e revele seus achados. Boa semana!
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02/08/2007
Sofá improvisado
Com criatividade dá para driblar a falta de grana e ainda mandar muito bem no visual. O redator-chefe de Casa e Jardim, Artur Andrade, decidiu ocupar o segundo dormitório do seu apartamento com um escritório e eventual quarto de hóspedes. Porém, a metragem do espaço é tão pequena que mal caberia um sofá, muito menos um sofá-cama. Ele resolveu, e bem, a questão, dispondo apenas um colchão no chão revestido com um algodão listrado, que custou parcos R$ 9 o metro, na Cinerama. Quando preciso, ele faz a vez de sofá ou de cama. Na edição de junho de Casa e Jardim saiu a mesma solução, dada pela decoradora Neza Cesar (tel. 11 3743-3526). Ela forrou um colchão com jacquard adamascado, também da Cinerama, R$ 29,90 o metro, e o apoiou sobre paletes, plataformas de madeira que, apesar de feias, ficaram ótimas quando pintadas, como aparece na foto abaixo. Estão aí duas provas de que dá sim para fazer coisas bacanas sem estourar o orçamento.

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01/08/2007
A porta da maternidade
Como se não bastasse a revolução que a chegada do primeiro filho causa, há um momento na gravidez em que torna-se inadiável uma outra questão: o que pendurar na porta da maternidade. Ano passado, durante a minha gravidez, achava, e ainda acho, tudo o que tem por aí uó. Então, comecei a pensar em algo diferente. O ápice foi quando imaginei uma montagem fotográfica com partes do meu rosto e do meu marido. Uma brincadeira de como ficaria o guri. Bem arriscada, diga-se de passagem. Foi quando minha mãe mostrou-me um esquema de bordado com um anjo carregando um bebê. Fiquei encantada! Mamãe bordou o desenho em ponto de cruz e escreveu o nome do bebê e o ano do nascimento no canto. Pedi para a artista Marina Ugo fazer o acabamento com tecido, coloquei um varão e uma alça de gorgorão, comprados na Tecelagem Lorena, e pronto: criei um panô. Modéstia à parte, ficou diferente de tudo o que havia nos demais quartos da maternidade _ claro que fiz a ronda no andar para comparar. Fiquei feliz e minha mãe, orgulhosa. Hoje, a obra está na porta do quarto do Filipe, que já vai completar 10 meses. No site Told in a Garden você pode encontrar uma série de desenhos desta coleção de anjos. Em São Paulo, estão à venda na loja Kikikits. Gente, vamos ajudar as grávidas do momento? Enviem sugestões originais para decorar a porta da maternidade. Beijos e inté!
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31/07/2007
Xô, xô!
Quem mora em cidade grande tem que apelar para tudo quanto é santo, câmeras, alarmes e cachorro para garantir que estranhos não invadam a casa. Mas tem um outro tipo de gente que nos faz uma visitinha, não rouba nada material, mas suga toda a energia. Para se proteger dos ladrões e dos vampirões de plantão, sugiro um amuleto bem supersticioso logo na entrada de casa. Aproveite a onda dos balangandãs e ninguém vai se tocar da sua segunda intenção. Não precisa ser nada trabalhoso. No escritório da arquiteta Nice de Cara, por exemplo, encontrei esta amarração na maçaneta feita com pimentas e fitinhas com a inscrição Boas Coisas, uma releitura das do Nosso Senhor do Bonfim. Reza a lenda que a pimenta deixa o inimigo com um terrível gosto em sua boca e ardor em suas entranhas. Afe! A cor vermelha também colabora. Ela atrai os olhares, puxando a energia ruim que possa vir deles. Já que a câmera e o cachorro não nos protegem de todo o tipo de mal intencionado, o jeito é apelar para a pimenta mesmo.
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30/07/2007
Porta-velas caseiro
Expert do faça você mesmo, a diagramadora de Casa e Jardim, Miriam Zlochevsky, dá uma dica bacana, gostosa e fácil de fazer: "Bem antes dessa onda de reciclagem, já tinha instintos de transformar lixo em algo mais interessante. Juntei duas paixões, velas e vidros, para aproveitar vidros de champignon em conserva. Usei a tinta relevo ouro-velho e a tinta glitter dourada, da Acrilex, e fiz desenhos nos vidros, criando motivos espirais e circulares. A idéia foi combinar o efeito fosco da tinta relevo com o brilho do glitter e variar as estampas, mas de uma forma que combinassem quando usadas juntas. Basta usar a própria embalagem para aplicar, esperar a secagem e criar um clima bacana onde quiser. Pode ser na mesa de um jantar caprichado, no banheiro, numa cantinho do jardim.... Já usei também vidros de requeijão, de pepinos em conserva e de qualquer outro de formato interessante que caiu nas minhas mãos. Embora a técnica seja simples, o efeito é sucesso garantido!" |
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Simone Quintas
está mais caseira do que nunca. Há 11 anos em Casa e Jardim, a editora pesquisa o setor, acompanha as novidades, sabe de tudo em decoração. Tem um olhar arrojado e bem-humorado. Mas está curtindo mesmo é sua casa, que, ela acha, nunca ficará pronta - "se ficar, é porque já está na hora de eu me mudar".
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