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10/09/2007
Copo americano com glamour
Hoje estou num momento faça você mesmo. Inspirada por um post antigo, escrito pela diagramadora de Casa e Jardim, Miriam Zlochevsky, resolvi mostrar estes copinhos, que, na verdade, já tenho há muito tempo lá em casa. Meu amigo Nelson transformou copos americanos e um de geléia (a idéia pode ser repetida com qualquer vidro) em porta-velas. Primeiro pintou toda a superfície com tinta vitral. Depois de seca, usou tinta relevo para fazer os desenhos. Para quem não sabe, esta tinta vem numa bisnaga, como se fosse uma pasta de dente com bico. Você faz o desenho direto com ela, como se confeitasse um bolo. A idéia é muito parecida com a que a Miriam fez, a diferença está no fundo colorido. Uma dica: sempre que usar estes porta-velas, despeje um pinguinho de água antes de colocar a vela para a parafina não grudar no fundo do copo quando derreter.
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06/09/2007
Cor é tudo
Estou feliz da vida porque antes de ontem chegou em casa um livro que há muito queria, mas só o encomendei recentemente: Pattern, da inglesa Tricia Guild (editora Rizzoli). Comprei a publicação pela internet, na Amazon, chegou em 14 dias e custou menos do que se eu a tivesse comprado por aqui. Gastei cerca de R$ 80, incluindo taxa de envio – não há tributação em cima de livros importados no Brasil, pelo menos isso. Nas livrarias brasileiras, On Pattern sairia por mais de R$ 100. Tudo isso para dizer que quem gosta de decoração tem (eu disse TEM) que comprar este livro. É de babar! Aos que não a conhecem, Tricia é uma designer inglesa, fundadora da marca de tecidos Designers Guild. Ela sabe misturar cores, estampas e texturas como ninguém, transformando os ambientes. Um colírio para os olhos. Se tiverem a oportunidade, vale a pena ao menos folhear o livro. Mando, agora, uma dica para quem quer se aventurar na mistura de cores sem dar bola fora. O site Colour Lovers sugere uma série de combinações que dão certo. Fácil, fácil, fácil, melzinho na chupeta. Inté!
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05/09/2007
Crie seu quadro de avisos
Tenho um quadro de avisos de metal lá em casa, que passei a não gostar mais depois de ver esta sugestão feita por Christina Hamoui, a mesma do passe-partout estampado, que publiquei há alguns posts. Ela teve uma idéia simples, mas que funciona. Forrou, provavelmente uma cortiça, com uma espécie de palha _ mas isso pode ser feito com qualquer tecido. Christina mandou emoldurar e tchan, tchan, tchan tchan! Fez o seu próprio quadro de avisos. O resultado ficou feminino até pelo tipo de moldura escolhida, mas o estilo você determina. Um tecido listrado com uma moldura de linhas mais retas, por exemplo, já dá uma cara completamente diferente. Vamos combinar que é bem mais criativo do que os quadros de metal que existem por aí e que muita gente tem, inclusive euzinha. Esta idéia aqui já entrou em duas das minhas listas: a de “desejos” e a de “coisas a fazer”. Quero ver é arrumar tempo para pôr em prática.
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04/09/2007
Quarto ecológico
Quando minha amiga Flavia, que estava grávida, contou que decoraria o quarto do bebê com papel machê, confesso que estranhei, no fundo até torci um pouco o nariz. Puro preconceito do novo. Quando fui visitar o João e entrei no seu quartinho, adorei. Toda a parede é percorrida por uma faixa enfeitada com animais e quadrinhos feitos à mão pelo Ateliê Criare com papel machê. O trabalho tem movimento porque os bichos não estão chapados na parede, como numa pintura. Eles literalmente saltam aos olhos. Ao pesquisar sobre a Criare na internet, descobri que as proprietárias só usam papel reciclado, proveniente de sobras industriais. Para colorir, utilizam corantes que não agridem o meio-ambiente. Quando soube disso, esta decoração tornou-se ainda mais especial e fiquei orgulhosa da escolha da minha amiga. Taí uma prova de que é possível ajudar o planeta a se recuperar até mesmo quando decoramos um quarto de bebê. Seria bacana se todos contassem como fazem para dar sua cota de contribuição para a natureza em suas casas. É assim que disseminamos boas idéias. Até amanhã!
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03/09/2007
Agüento, não agüento, agüento...
Dia desses, tentei enumerar as coisas que não agüento mais em decoração. Cheguei em duas, logo de cara: toy art e adesivos. Adorava os dois, mas foi como se minhas músicas preferidas entrassem para a trilha sonora de uma novela e tocassem no rádio sem parar (odeio quando isso acontece). Por isso, é que enjoei (ou pelo menos achei que tivesse). Mas aí, eu encontrei este adesivo da foto e voltei atrás na minha mini-lista negra. Este projeto é da Esther Giobbi e o colante, da PMG Design em Uso (tel. 11 8206-6197). Os galhos dão a sensação de penderem do teto, como se fossem de verdade e estivessem em um pergolado. Parece que o quarto está no meio do mato. O efeito é realmente incrível. Mordi a língua... O fato é que, atualmente, os adesivos são a solução mais prática e rápida para decorar e ainda são fáceis de serem eliminados quando a gente enjoa. Ontem mesmo, arranquei uns da parede da sala. Só de vingança, eles levaram um pouco de tinta junto para que sejam lembrados todos os dias, até eu repintar o local. Bom, agora, preciso encontrar um novo item para substituir os adesivos na listinha das coisas que não agüento mais. Enquanto escrevo este post, fiquei curiosa em saber o que vocês, caros leitores deste blog, estão de saco cheio de ver. Digam-me e vamos criar juntos uma listinha negra da decoração (isso vai ser engraçado). Que ninguém leve para o pessoal, por favor.
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31/08/2007
Bem bom

Já fui muito festeira. Adorava receber meus amigos em casa e fazer “a” festa, com direito a gelo seco, globo de espelhos e lâmpada estroboscópica. Hoje em dia, estou mais para reuniões menores. O fato é que nos meus tempos da brilhantina, a lista de convidados era inversamente proporcional a metragem diminuta do meu apartamento. Tinha gente saindo pelo ladrão. Uma loucura! Para viabilizar a balada, escolhia bebidas que pudessem ser consumidas sem copos (long necks, latinhas...) e, nos meus aniversários, substituía o bolo por bem-casados para também não me preocupar com pratos e garfos e, muito menos, de lavá-los. Para não ficar com cara de casamento, procurava inovar na cor do embrulho do bolinho. Hoje, quem vende o doce já oferece opções de embalagens. Estas aqui são da Emília Bem-Casados (tel. 11 3815-8564). Nunca experimentei os docinhos feitos por ela, mas gostei das sugestões de embalagens, que podem ser customizadas de acordo com o tema do evento. É... bem-casado não é mais aquele docinho servido só nas festas dos bem casados. Agora também é coisa de bem solteiros, bem bebês... Alguém tem uma dica legal para dar uma festa de arromba?
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28/08/2007
Parede esperta

Quartos e salas são os ambientes da casa que acho mais legais de decorar – embora o meu quarto ainda esteja bem longe de ter o que chamam de decoração. Por enquanto, contento-me em fazer pesquisas e assim vou colhendo informações do que gosto. Disso aqui, por exemplo, eu gosto muito. Os arquitetos Silvana e Vicente Parmigiani fizeram meia-parede de lambri, usando madeira de piso mesmo. Ela não foi lixada para dar uma aparência rústica, que, aliás, me agrada muito porque acho que dá uma sensação acolhedora. A madeira está “cabeluda”, como dizem (adorei o jargão!). O acabamento foi dado com tinta à óleo, que dá esse efeito brilhante. Mas o mais bacana é que o arremate foi feito com uma prateleira de 20 cm de largura, medida suficiente para expor quadros e objetos. Na parte de cima da parede foi usado um revestimento de palha, da Celina Dias. O resultado, além de bonito, é funcional. Para quem tem quarto pequeno é perfeito: você descarrega a decoração na prateleira, que, por estar no alto, não entulha o espaço. A dica já entrou para a minha lista de desejos, que só faz crescer.
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27/08/2007
Manta de crochê
Minha avó é portuguesa e entende de crochê como ninguém. Quando eu era pequena, a minha Susi tinha vestido, chapéu, cobertor, tudo feito de crochê, uma loucura. O problema é que fiquei mal acostumada e nunca me cocei para aprender a arte porque sabia que podia contar com ela. Agora, ela está com 92 anos e não enxerga tão bem. O crochê, sua grande paixão, teve que ficar de lado. E eu, perdi a oportunidade de aprender a fazê-lo com uma grande mestra. Agora, arrependo-me. A Nuria, coordenadora de produção da revista, foi mais esperta e grudou na avó dela ainda pequena. Aprendeu tudo e hoje mostra orgulhosa o que tem aprontado em casa: uma “quase” colcha de crochê. “Uma agulha de crochê na mão, uma idéia na cabeça e diversos novelos de lã comprados por aí. Bom, assim começou a surgir a (futura) manta da minha cama de casal. Sim, um dia ela irá decorar o meu quarto. Aprendi a fazer crochê com minha avó, quando pequena. Então, pensei em juntar quadrados bem grandes e coloridos, já que o crochê está em alta. A impressão que tenho é que estou naquele filme ‘Feitiço do Tempo’, em que um dia da vida do personagem principal se repete sucessivamente. Faço, faço e a manta parece não sair do lugar. Por enquanto, já dá para cobrir os pés.” Hoje, eu, Simone, entendo muito bem quando dizem que os mais velhos têm muito a nos ensinar. Se tivesse aproveitado os conhecimentos de minha avó e minha mãe para artes manuais, por exemplo, saberia pintar, bordar, tricotar... Por que será que nossa geração deixou essas qualidades de lado? Vocês não acham que hoje há um movimento para recuperar este tempo perdido?
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Simone Quintas
está mais caseira do que nunca. Há 11 anos em Casa e Jardim, a editora pesquisa o setor, acompanha as novidades, sabe de tudo em decoração. Tem um olhar arrojado e bem-humorado. Mas está curtindo mesmo é sua casa, que, ela acha, nunca ficará pronta - "se ficar, é porque já está na hora de eu me mudar".
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