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10/10/2007
E ele já tem 1 ano
Como já falei aqui no blog, no domingo passado meu filho Filipe completou um ano. Foi um final de semana especial para mim, só não foi mais emocionante que o dia do seu nascimento. Fiz uma festinha no sábado, embora muitos me diziam que era uma besteira porque ninguém guarda lembranças da festa de um ano. Bobagem. Embora não tenha entendido nada do que acontecia, o Filipe ficou muito contente: divertiu-se, comeu e depois dormiu com o rostinho mais plácido que já vi. Valeu cada centavo gasto. Além do mais, as fotos estão aí para contar a ele o que aconteceu. O local Nos últimos dois meses quebrei a cabeça sobre aonde poderia comemorar o aniversário. O número de convidados era pequeno demais para um bufê infantil e grande demais para meu apartamento. Ah! Antes que alguém pense nisso, meu prédio não tem salão de festas. Uma beleza... Segui a idéia da minha amiga Patricia Pessoa e ofereci um café-da-manhã numa doceria, a Ofner. A decoração Definido o local, era preciso pensar na decoração e nas lembrancinhas. Matei tudo numa só cajadada. Encomendei topiarias de jujubas (foto), na Art Boom, que enfeitaram as mesas e poderiam ser levadas pelas pessoas. Em casamentos, sempre tem aquele que dá a elza no arranjo floral da mesa. Na festinha do Filipe, isso era oficialmente permitido. Uma dica: existe um site da revista Festas Infantis, que fornece todo o tipo de fornecedor ligado ao mundo maravilhoso das festinhas de criança. O final Por volta da 1 e meia da tarde, a festinha, que começou às 10, chegava ao fim. Todos divertiram-se muito e ainda restou tempo suficiente para curtirem o resto do dia. O sábado só estava começando...
Espero ter ajudado outras mães que estejam planejando o aniversário de seus filhos.
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09/10/2007
Minigaleria de arte
Imagino que muita gente já reparou nas ilustrações, fotos, enfim, no design gráfico dos flyers de festas, bazares, eventos em geral, distribuídos em restaurantes e bares. Também gosto dos postcards de viagens, de obras-de-arte famosas... Eu, como muita gente, já colecionei este tipo de material. O caso é que nunca tive uma idéia do que fazer com ele. Conclusão: os pobres cartões ficavam jogados em uma, duas caixas dentro do armário sem a menor utilidade, já que não eram vistos por mim e nem por ninguém. Joguei tudo fora há muito tempo. Folheando uma revista ontem, descobri o que faria se tivessse me controlado e mantido minha humilde coleção. Neste projeto, publicado na Livingetc de outubro, os postcards foram pendurados na parede da sala de jantar. Detalhe importantíssimo: os amigos são convidados a deixar mensagens em cartões em branco para serem unidos aos demais. Acredito que a parede verde tenha sido fundamental para ressaltar o colorido dos desenhos. Não acho que num fundo branco o conjunto teria tanta força. Na imagem do blog fica difícil de ver, mas os postcards estão presos por pequenos prendedores de metal. Estes sim estão pregados à parede. Assim, se o cartão enfeiar com o tempo, amarelar, pegar poeira, essas coisas, fica fácil de troca-lo ou, quem sabe, dar lugar para o recado do seu amor ou melhor amigo.
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05/10/2007
Dignidade resgatada

Esta semana visitei uma ONG chamada Oficina Boracea para uma matéria que estou produzindo para a edição de novembro de Casa e Jardim. Quando cheguei lá, um prédio simples no bairro da Barra Funda, fiquei admirada com as coisas que vi. Eles produzem uma série de objetos com papel reciclado. Muito mais do que eu imaginava encontrar. Cliquei alguns para mostrar aqui no blog: o arabesco de parede, o porta-velas e o chapéu decorativo. Os preços são baixos, mas suficientes para ajudar as pessoas que lá trabalham, todas ex-moradoras de rua, que dormiam em albergues da prefeitura. Resgatadas pelo Boracea, aprenderam uma profissão e desde o primeiro dia receberam salário para que pudessem ter um teto para chamarem de seu. Desde o meio do ano, a ONG deixou de ser vinculada a prefeitura paulistana e agora anda com os próprios pés. Nada disso teria acontecido se uma artista/designer superespecial não tivesse abraçado a causa e dividisse seus conhecimentos com os participantes, Adriana Yazbek. Deveria haver mais Adrianas por aí, gente que abrisse um bocadinho de mão do seu tempo para ajudar o próximo, ensinando algo. Distribuir pratos de sopa é muito bonito, enche a barriga da pessoa, mas não lhe dá recursos para sair da fila de comida. De nada adianta umas alimentarem, se outras não aparecerem para ensinar. Às vezes, acho que não tenho nada a oferecer a outras pessoas. Bobagem. No fundo, é pura preguiça de fazer a minha parte. E você, faz algo para ajudar os outros? Beijos e até o próximo post.
BORACEA – R. Sergio Tomás, 554, 2º andar, tel. (11) 3331-3246, São Paulo, SP.
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04/10/2007
Sentidos aguçados

Cor e madeira são duas coisas que despertam meus sentidos. Um belo colorido enche meus olhos e me dá vontade de morder. Explico. Têm cores que me lembram doces: um rosa-pudim, por exemplo. Já vi cadeiras neste tom e tive vontade de dar umas dentadas. Já a madeira natural, remete-me ao aconchego. Se tiver veios, muitos veios, como a amêndola e o carvalho-americano, por exemplo, tenho vontade de alisar. Acredito que cor e madeira não devem faltar em casa. Antes que os ecológicos me xinguem, não há problema nenhum em usar madeira na decoração, desde que seja reaproveitada ou de boa procedência, isto é, proveniente de áreas de manejo florestal. Como você sabe disso? As madeiras retiradas de forma correta da natureza apresentam o selo FSC. Fique de olho e faça sua parte. Se todos nós exigirmos que as lojas e marcenarias usem este tipo de madeira estaremos contribuindo para o futuro do planeta. Dito isso, gostaria de comentar este beliche e esta casinha de cachorro publicados na revista inglesa Living etc, edição de abril. Ambos são de madeira reciclada, mas, apesar da aparência rústica, são muito bem acabados. Na cama, a cortininha rosa foi fundamental para colocar um pouco de cor em tanta neutralidade. Achei ambos uma graça. São idéias que marceneiros habilidosos conseguem reproduzir.
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03/10/2007
Exercício de criatividade

O lado bom do jeitinho brasileiro é que ele nos obriga a exercitar a criatividade para driblarmos a falta de grana, de opção, de materiais... Agora, vamos combinar que também tem um lado uó, aquele da malandragem, de trapacear, que, graças a meu Saint-Germain-des-Prés (piadinha de um amigo), não é o nosso caso. Voltando aos criativos, lá vai mais uma idéia vinda da mente fértil da artista Priky Zuccolo – depois que falei dela há uns posts, ela me cantou a dica da sua mesa de jantar. Numa ida a Embu, Priky garimpou estes pés de cimento numa ponta de estoque – só uma louca para carregar esse peso todo. Mas a grande sacada, na minha opinião, está no tampo. À princípio, ela usaria um vidro temperado mesmo. Como ficou caríssimo, para economizar ela comprou uma porta simples, lisa, bruta e baratinha. Cheia de inspiração pintou uns arabescos na mesma, transformando-a no tampo de sua mesa. O que era para ser um improviso acabou se tornando definitivo. “Hoje nem penso mais em pôr o vidro”, disse Priky, felicíssima com o sucesso que sua mesa faz entre os amigos. Claro que nem todos têm dotes artísticos. Se este for seu caso e quiser reproduzir a idéia, sugiro o uso do bom e velho estêncil. Até amanhã!
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02/10/2007
Boa sorte!
Faz tempo que não dou uma festinha para os amigos, mas com meu filho completando 1 ano – sim, o Filipe faz aniversário neste domingo – e minha vida parecendo entrar nos eixos novamente, pretendo relembrar os velhos tempos em que minha casa bombava. Pensando bem, vou usar menos luzes coloridas, dispensar a estroboscópica e o gelo seco, diminuir a altura da música, enfim, seguir o conceito do menos é mais. Uma versão pocket das festas passadas. O fato é que isso só deve acontecer daqui uns dois, três meses. Tempo para me restabelecer de uma festinha de criança para amigos e familiares, outra no berçário (acreditem, os bebês comemoram) e dois presentes. Afinal, o Dia das Crianças está aí para dar o tiro de misericórdia. Pra variar eu falei, falei e falei só para chegar nesta dica tipo incrível. Quando receber, encha potes de vidro com biscoitos da sorte, os mesmos que vêm junto com a conta em restaurantes japoneses e chineses, para os convivas comerem na saída e tirarem sua sorte. Não que eu acredite nisso, mas a idéia é simpática e divertida. Outra coisa: o mimo é baratinho. Dá para comprar caixas e caixas sem estourar o orçamento. Até amanhã!
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01/10/2007
Altar sincrético

Acho superbacana pessoas que conseguem montar um altar com as imagens de sua devoção – ou decoração. Católica que sou, tenho alguns santos de minha preferência, todos representados em relicários ou avulsos mesmo. O problema é que cada um está num canto da casa. Sempre quis deixá-los juntinhos - a união faz a força -, mas nunca achei um jeito legal de fazer isso: nenhuma mesa, estante, nada. Aí, no restaurante Imperatriz, aquele que contei que fui na semana passada, vi esta estante de madeira com todo o tipo de imagem: das religiosas até as nada ortodoxas. Ela vem do teto e termina antes da metade da parede. Assim, não compromete espaço e ainda ocupa uma área fadada ao vazio. Como as estátuas não pedem muita profundidade, as prateleiras são suficientemente estreitas. Uma sugestão simples, eficaz e decorativa. Aprovei.
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28/09/2007
Nem no almoço a gente sossega

Podem me chamar de persistente, insistente ou chata mesmo. Mas customizar objetos é, sem dúvida, a única forma de conseguirmos uma decô original e criativa. Não que eu não ache que se deva comprar móveis prontos. Até porque não dá para montar uma casa, reaproveitando 100% das coisas, mas pendurar um quadrinho que você mesmo bolou aqui, uma poltroninha arrematada na casa da mãe ali, um objeto que você incrementou acolá faz toda a diferença. Acaba com a mesmice e torna a decoração atemporal. Seguir demais os modismos é o que enjoa e não pintar uma parede de roxo – na minha humilde opinião. Toda essa introdução é para contar que ontem fui almoçar com a Thaís Lauton, do blog Cheiro de Mato. Fomos a um restaurante chamado Imperatriz, que fica pertinho da Editora Globo e tem uma comidinha muito boa. A decoração do lugar também é bem legal, cheia de idéias gritando para serem surrupiadas: “me copia, me copia...” As duas loucas começaram a fotografar as dicas em meio a garçons, clientes, buffet de salada... Um show de horror! Um dos cliques foi destes galhos de ferro decorados com passarinhos e casinhas para os mesmos. Poderia ser igual a muitos que têm por aí, mas ficou único com esses toques – quer dizer, agora não vai ser mais porque acabo de divulgar para todo mundo. Ui!
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27/09/2007
Garota esperta

Como a maioria das mulheres, adoro falar. Falo pelos cotovelos. Talvez seja por isso que optei por ser jornalista. A minha profissão também me permite conhecer muita gente – outra coisa que A-DO-RO. A artista plástica Priky Zuccolo é uma delas. Certa vez, fui ver suas telas e, ao chegar no ateliê, fiquei ainda mais surpresa com a originalidade com que ela decorou o espaço. Reaproveitou materiais e deu nova utilidade a uma série de peças, sem perder a elegância. Embora seja pequeno, o lugar tem um monte de dicas que, em doses homeopáticas, vou sugerir aqui no blog. Uma delas é este movelzinho ao lado do sofá. Reparem que ela usou caixotes de feira para formar uma mini-estante para livros. Eu, particularmente, achei uma graça. Depois de tantos anos em Casa e Jardim, ainda fico admirada com a criatividade das pessoas. Parabéns Priky! Espero que você não fique chateada de eu compartilhar suas idéias com meus amigos. Tchau!
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26/09/2007
Afe, cansei!  Ontem, enquanto dirigia para o trabalho, imaginei em criar a minha versão da campanha Cansei. Seria assim: cansei de Bertoia, cansei de Jacobsen, cansei de Charles Eames, cansei de Le Corbusier... Sei da importância que estes designers tiveram e ainda têm na história do mobiliário, mas é que rolou uma massificação exagerada das criações desses gênios. A gota d’água foi saber que as lojas européias da rede McDonalds estão sendo reformuladas. Duas, no centro de Londres, já estão prontas e ganharam poltronas Egg e cadeiras Dinamarquesas (foto acima). Ficaram muito mais bonitas, é verdade, mas detonaram de vez esses clássicos. Ninguém sonha em ter a cadeira do McDonalds, néam! O momento é bom para prestarmos atenção no design nacional, nos NOSSOS clássicos assinados por nomes como Sergio Rodrigues, Zanine Caldas, Oscar Niemeyer, entre outros tantos. O problema é que eles são caros. Gostaria de saber o motivo de custarem tanto. Algo que justifique peças de fabricação nacional, como a poltrona e o pufe Voltaire, de Sergio Rodrigues, por exemplo, custarem cerca de R$ 10 mil, tornando-os um sonho distante para pessoas que, como eu, têm um trabalho normal, uma família normal, uma vida normal e um bom gosto excepcional (risos). O jeito é passar vontade, unir os amigos em torno de um blog para, juntos, termos idéias criativas de como decorar a casa sem passar fome. Ah! Aqui embaixo estão alguns dos meus sonhos de consumo: Voltaire, S, Oscar, Del Rey e Costela. Beijos!
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Simone Quintas
está mais caseira do que nunca. Há 11 anos em Casa e Jardim, a editora pesquisa o setor, acompanha as novidades, sabe de tudo em decoração. Tem um olhar arrojado e bem-humorado. Mas está curtindo mesmo é sua casa, que, ela acha, nunca ficará pronta - "se ficar, é porque já está na hora de eu me mudar".
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