08/02/2008
Patchwork preguiçoso Sei que fiquei devendo um post ontem para vocês. Para compensar, mando uma idéia bem bacana, que saiu da casa – nova, diga-se de passagem – da diagramadora de Casa e Jardim, Miriam Zlochevsky. Hoje, sexta-feira, ela contou sobre o painel que criou para seu quarto e eu pirei. “Quero fotos”, logo pedi, já pensando em vocês, claaaro! Na hora ela telefonou para seu filho clicar a invenção e mandar pra gente. Tudo acabou de sair do forno: a idéia e a foto. A própria Miriam vai contar o feito. “Comprei nove capas para almofadas (tentei combinar cores e desenhos), costurei-as (na máquina de costura) e apliquei uma borda de popeline preta. Depois, ‘vesti’ um chassi (tela) e fixei, na vira, a borda preta com percevejos (tachinhas). Nem desmanchei as almofadas. Foram com zíper mesmo. A execução é mesmo bem simples. A graça é a combinação das estampas. Na Cinerama tinham umas coloridas que também renderiam outras montagens muito boas.” Arrasou, né? Embora ela tenha feito com capas de almofadas, também daria certo com retalhos de tecido. Na Casa e Jardim deste mês, tem uma idéia parecida na capa, feita com chitas. Dentro da revista está a dica de quem fez. Vale a pena ver!
11/02/2008
Decore com flores artificiais Se há uma coisa que tenho são amigoS – assim mesmo, no plural –, pessoas que posso contar na alegria e na tristeza. Adoro tê-los por perto e recebê-los em casa, mesmo que não tenha sido uma coisa programada e eu tenha que servir arroz, ovo e groselha – piadinha, a groselha normalmente eu troco por refrigerante. Ops! Às vezes, eu planejo o convite. Nessas horas, gosto de demonstrar o meu apreço e procuro fazer tudo bonitinho, mesmo que seja para comer uma pizza com amendoim de aperitivo. Aí, numa daquelas folheadas em revistas mais antigas, dei de cara com esta toalha de mesa. Achei um luxo as aplicações de flores artificiais. É só dar um pontinho e pronto. São fáceis de tirar, até porque a toalha precisa lavar, assim você não precisar encarar o look para sempre. Amores, até eu consigo fazer essa. Mãe, dessa aqui você se livrou! Por falar em luxo, lembrei-me daquele post que falei sobre ‘nossos’ luxos. Acho que, nos dias de hoje, com essa correria que vivemos, falta de tempo para tudo, principalmente para jogar conversa fora, descrença nas pessoas, nos políticos e por aí vai, ter amigos e contar com a presença física deles é um privilégio. Quem mora em São Paulo entende do que estou falando... Até amanhã, sem falta!
12/02/2008
Todo o dia ela faz tudo sempre igual... À noite, depois que meu filho dorme, não abro mão do meu momento Monange. Pego uma ou duas revistas de decoração, meu notebook, sento-me no sofá e divirto-me entre páginas de papel e virtuais. Adoro procurar idéias para minha casa e, consequentemente, para o blog. Cada dia planejo uma mudança diferente na decoração de casa. Umas tornam-se realidade. Outras, não. Gosto assim. Não quero que minha casa fique pronta nunquinha. Ela é meu parque de diversões. Se terminá-la definitivamente vou sofrer por não ter um lugar para colocar em prática minhas idéias. Mesmo que só as coloque em prática em pensamento. Faço esse divertido exercício diariamente. Meu marido acha loucura, mas sei que os que acompanham o Lá em Casa me entendem. Digam que sim, por favor.Organizator Tabajara Bom, chega de papo mole e vamos ao que interessa. Tecido, agulha, linha e tesoura em mãos porque o tema de hoje é bolso. Morê, pode costurar tudo que você ver pela frente. Confira nas imagens: o jogo americano ganha um bolsinho para os talheres, a capa do pufe, um bolso para os controles remotos, o quadro de avisos – adivinhem? – também tem os seus para fotos e cartões e nem a maçaneta escapou. Se você se queixa de falta de espaço, digo que a necessidade é a melhor amiga da criatividade. Use-a para exercitar a mente, como falei lá em cima, e, de quebra, para arrumar e organizar a casa com esperteza. Au revoir !
13/02/2008
Blá, blá, blá Um à parte sobre o post de ontem: primeiro fiquei felicíssima de saber que não sou a única a imaginar diariamente uma nova decoração para minha casa. Constatei que sou normal ou somos todos loucos. Em segundo lugar, morro de vontade de fazer uma pasta com os recortes de tudo que vejo e acho bacana, mas desisto porque tenho pena de detonar minhas revistas (tenho um ciúme danado delas). Do jeito que sou, não duvido que passe a comprar dois exemplares de cada uma só para poder passar a tesoura em uma delas.Coleção funcional e original Acho que já comentei aqui, mas moro num apê antigo. Embora o encanamento e a elétrica estejam uó – pretendo encarar uma reforma em breve –, os cômodos são amplos e o pé-direito gigante. Meu quarto é privilegiado em metragem. O problema é que tem uma parede branca EMENSA (com E mesmo, assim tenho a impressão de ser maior ainda), que não faço a menor idéia de como preencher. Aí – sempre tem um aí –, vi esta dica que me agradou. Já não é de hoje que vejo as pessoas colocarem ganchos na parede para bolsas e bijus (até já falei disso no blog), mas gostei desta sugestão porque ela mistura modelos. Aliás, diga-se de passagem, a idéia de fazer uma coleção de ganchos é bem original. Pelo menos eu nunca havia visto. Achei incrível. Talvez resolva meu problema... Vamos ver se eu vou executar ou vai entrar na famosa lista das idéias que nunca saem da mente. Tchauzinho porque preciso correr para o estúdio de um fotógrafo para clicar as seções da próxima edição de Casa e Jardim . Até amanhã, faça chuva ou faça temporal.Então... Enquanto escrevo este post, escuto um CD antigo da Rita Lee, que traz Lança Perfume, Caso Sério... Foi um presente do meu marido. Obrigada, querido. É o melhor disco dela. Vocês não acham?
14/02/2008
Bom gosto não é tudo, mas quase Customizar e, consequentemente, personalizar um móvel está em alta. E acho que essa onda deve durar por muito tempo. Aliás, tomara que para sempre. Porque são esses detalhes que diferenciam uma casa da outra e tornam cada uma delas especial. Tá certo que tem gente que bota a mão na massa e fica terrível. Ô se tem... Pior é quando perguntam a nossa opinião. É uma saia justa.Cirurgia plástica Terminada a filosofia do dia, vamos a dica. Agrada-me a idéia de pintar um móvel chocho com uma cor marcante. Claaaro que não vou incentivar que se passe tinta em cima de um móvel de pinho-de-riga ou jacarandá, madeiras que, infelizmente, foram extintas e já que as árvores não foram preservadas que sejam os móveis. Mas aquela madeirinha mais ou menos pode passar por uma cirurgia plástica. Na revista Marie Claire Idées, encontrei este armário que achei fofito, pintado assim, de rosinha. Isso sem falar nas xícaras. Para quem não tem muita habilidade com os pincéis para fazer os desenhos ou não quer pagar alguém para fazer o serviço, sugiro que decore a peça com adesivos. Só não me vai usar aqueles de papelaria, né? A IStick tem uma loja virtual e vende uns modelos bem transados. É isso pessoas. Um beijo e me liga (jargão do meu amigo Nelson)!Pra finalizar Gente, ontem à noite, no Youtube, vi uns quadros do Capitão Gay, personagem do saudoso Viva o Gordo. Passei mal de rir. Não é papo de gente velha, mas os programas humorísticos de antigamente eram muito melhores. Não tinham essa apelação de hoje, né? Para quem quiser matar a saudade, segue o filminho.
18/02/2008
Vamos lá Dia desses, perguntaram-me no blog sobre estêncil. Confesso que tinha um certo preconceito com a técnica. Sei lá, acho que, talvez, os desenhos que já havia visto e a forma como foram aplicados nunca me chamaram a atenção. Achava meio pobrinho. Mas aí, coincidentemente, no mesmo dia da pergunta da leitora, vi esta imagem numa revista. Achei linda e chique. O difícil é encontrar um estêncil com este desenho. Geralmente vejo temas mais infantis. Fiz uma procura básica na internê e não vi nada de diferente por aqui, leia-se nacional. Em compensação, nos sites da Livraria Cultura e, principalmente, no da Amazon encontrei livros lindos sobre o tema. Infelizmente, o material mais bacana é o importado. E dá-lhe cartão de crédito!Terapia conjunta Acho que todo mundo já entrou numa casa que, inexplicavelmente, sente-se bem. Ou tem a sorte de o lugar em questão ser o seu. É aquela história da casa que tem uma energia boa, um astral legal... Depois de tantos anos escrevendo sobre decoração, acredito que o segredo está mais no morador do que no projeto do arquiteto, nos móveis de design, nas cores da moda ou nos acessórios. Claro que tudo isso complementa – senão, todas as dicas que dou no blog não fariam sentido. Mas de nada adianta um belo sofá italiano, se as pessoas que vivem naquela casa não se entendem. Os visitantes até podem se sentar confortavelmente, mas vão sentir o climão no ar. Antes de investir tempo e dinheiro em sua casa, invista em você. Uma pessoa feliz, contagia outras e até ambientes. O que você faz por você que se reflete em sua moradia? Eu, coloco uma música boa, queimo um incenso discreto e me ponho a arrumar os objetos – dou uma viradinha na peça, envergo meu tronco pra trás, a cabeça pro lado, faço um bico e vejo como ficou – enquanto canto e danço. Fico feliz e acredito que minha casa comprove isso.
19/02/2008
Passatempo Acho uma graça paredes decoradas com pratos estampados. Tem aquele quê de casa da vovó que fica tudo de bom numa copa ou sala de jantar. Mas, também sei que nem todos têm pratos lindos, com desenhos incríveis dando sopa no armário de casa ou no de algum membro da família. No hay problema! Se os seus pratinhos são brancos e sem graça, transforme-os! Simples assim. Lá vai a receita, tirada direto da última Marie Claire Idées . Decore uma tela termocolante, cortada no tamanho do prato, com tecidos, debruns, apliques e até miçangas. Depois de pronta, cole-a com cola de tecido sobre o prato. Em tese, é simples. Como sei que tem um monte de gente jeitosa que visita o blog, acredito que vocês vão tirar de letra. Embora tenha achado a idéia super tatibitati, prefiro não arriscar e comprar os pratos prontos. Já não é segredo minha nula familiaridade com agulhas, linhas, colagens e afins. Aquele beijo e até amanhã!
20/02/2008
Baba baby Se a parede do meu quarto tivesse uma pintura dessas, não precisaria de cama, armário, criado-mudo, cômoda, chinelos ou até água para beber. Eu dormiria no chão. O problema seria conseguir fechar os olhos e deixar de admirar esta pintura. Exageros à parte, achei este desenho e suas cores a coisa mais doce. Confesso que acho a cama e os outros móveis, no mínimo, exagerados. But, WHO CARES ? Com uma pintura dessas na parede, suportaria até um dormitório Bartira! Por falar no assunto, bem que a Casas Bahia poderia fazer um recall do dormitório Bartira e trocar tudo, né? Não é porque é barato que precisa ser uó. Vou lançar a campanha Design na Bartira já! Alguém se habilita?
21/02/2008
Kit noite Basicamente, preciso ter, ao lado da minha cama, um livro ou revista – ainda que caia no sono antes mesmo de pensar em lê-los –, óculos de grau – caso resolva lê-los –, descongestionante nasal – um dos meus vícios, o outro é Coca Cola Light – e meu celular para checar a hora. Já houve um tempo em que mantinha uma moringa com água. Perdi o hábito. Ou seja, não preciso de muita coisa, pelo menos na hora de dormir. Imagino que, no geral, as pessoas também não precisem de muito mais do que isso. Nem o dono (ou dona) deste quarto aí de cima. Ele usou uma pequena casa de passarinho para apoiar suas necessidades. O livro fica no telhado, o copo de água e os óculos dentro da casinha e a garrafa no chão. Ele resolveu o problema com humor e criatividade.Tudo bem, mas e daí? Aí, que pensei como são chatas e monótonas as casas sérias. Por mais bem decoradas, ficam enfadonhas quando não há nada nelas para ser descoberto. Sabe quando você entra na casa de alguém, sua cabeça não mexe, mas seus olhos estão percorrendo todo o ambiente em busca de algo novo e diferente? Aí, quando encontra algo inusitado, quer chegar perto, ver o que é, saber de onde veio, dar um sorrisinho, essas coisas. Ah, é muito legal! Por mais sério que você seja, surpreenda os outros e a si mesmo com pequenas doses de humor. Garanto que uma graça na estante ou numa mesa, por exemplo, não vai comprometer a decoração.
Simone Quintas
está mais caseira do que nunca. Há 11 anos em Casa e Jardim, a editora pesquisa o setor, acompanha as novidades, sabe de tudo em decoração. Tem um olhar arrojado e bem-humorado. Mas está curtindo mesmo é sua casa, que, ela acha, nunca ficará pronta - "se ficar, é porque já está na hora de eu me mudar".