27/02/2008
Bem viver

Dia desses, a Thaís, do blog Cheiro de Mato, estava com uma revista aberta na página aí da foto e nela ficou um tempão. Como estava sentada ao seu lado, comecei a espiar o que tanto ela olhava. Quando me dei conta, estava hipnotizada também. “Gostosa essa sala!”, disse eu. “Você percebeu que parei nesta página e fiquei, né?”, disse ela. Sendo assim, achei que já tinha motivos suficientes para publicar esta foto aqui no blog e, com vocês, tentar desvendar o segredo deste ambiente, o motivo que o torna tão convidativo. Olhei, olhei e não vi nenhum móvel especial. As luminárias são simples, de fibra, mas foram dispostas em trio, o que deu uma graça. As cadeiras são de rattan, material que nem gosto, revitalizado com uma pintura e, na cabeceira da mesa, foi usado um banquinho igualmente simples. No mais, móveis de família, um arranjo de flores ao fundo... Aí, você presta um pouco mais de atenção e descobre um piso de madeira aconchegante, uma luz natural abençoada, um espaço amplo... Enfim, não tem nada, mas tem tudo. Tem sensação. Pelo menos para mim. Imagino que nem todos vão gostar desta decô – na verdade, não teria algo exatamente assim em casa –, mas, ao meu ver, ela é uma prova de que um bom projeto não se faz só com móveis de grife.
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